jan 26 2018

Grupos de Lideranças Comunitárias se mobilizam para mitigar os efeitos da Poluição Sonora na Região Central.

DE OLHO NO RUÍDO

Moradores do Centro se mobilizam e criam Grupo no Facebook chamado: “Reclame do Barulho – Prefeitura Regional Sé

O canal é aberto a todos os moradores e comerciantes dos Distritos da Prefeitura Regional Sé.


Está havendo uma inversão de valores?

A Prefeitura que deveria fiscalizar e combater os excessos, nestes últimos anos promove Cultura nos espaços públicos de forma temerária e assustadora.

Até hoje quando se fala em Mega Eventos o que se vê é um total despreparo no quesito organização e participação popular.

A programação é divulgada na maioria das vezes pela Prefeitura muito em cima da data do evento. Na prática, não dá tempo de melhorar a formatação/organização ou mesmo de garantir segurança de seu público.

Este modelo é muito questionado pelas Associações de Moradores já que o nível de incomodidade é elevado e a segurança ineficaz.

Também é questionado a não aplicação de multas ou mesmo sanções aos que desrespeitaram o entorno e a programação do evento com a Prefeitura.

Vejamos abaixo alguns exemplos recentes

Aniversário de São Paulo

Recentemente no aniversário de São Paulo a Prefeitura promoveu 25 horas de cultura, atraindo milhões de pessoas para o centro em horário noturno e com programação em dia útil.

Esqueceu mais uma vez de olhar a Região Central para seus moradores. Dia 26/01 (sexta-feira) foi dia útil de trabalho, moradores levantaram cedo e o excesso de barulho comprometeu mais uma vez uma noite de sono.

Blocos de Rua

Também a Prefeitura vem autorizando os Blocos de Rua a realizar seus ensaios nos espaços públicos fora do calendário oficial pré acordado com o Ministério Público e Associações de Moradores. Especialmente os Mega Blocos, com capacidade de público acima de 100 mil foliões que tem patrocinadores fiéis e com isso conseguem levar toda uma boa infraestrutura para as ruas.

O barulho é tanto que não há quem reclame no nível de incomodidade. Seja durante o dia ou principalmente a noite. O som se espalha por centenas de metros, afetando milhares de moradores.

Abaixo vídeo do Bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, que teve autorização da Prefeitura neste último domingo, dia 21/01/2018 das 15h às 20h.

Abaixo vídeo de foliões na Praça Roosevelt após o término do Bloco Acadêmicos do Baixo Augusta. Ou seja, a dispersão resultou na ida para a Praça Roosevelt.

Mega Blocos

O Bloco do Desmanche que desfilará na Av. 23 de Maio neste ano de 2018, ao lado do Hospital Beneficência Portuguesa é um caso de verdadeiro desrespeito ao enfermo.

A região central é rica em hospitais de referência, laboratórios e clínicas. Pessoas vem para São Paulo realizar cirurgias complexas e tratamentos de ordem continuada.

Existem pacientes e quadros clínicos que necessitam de maior atenção mas que não necessariamente gera internação hospitalar. É o caso dos pacientes que realizam hemodiálise, quimioterapia, fisioterapia, entre outros.

Estes pacientes acabam alugando nas áreas lindeiras de onde realizam tratamento, e este público também não está sendo observado pela Prefeitura quando se libera blocos ou mega blocos nas áreas lindeiras dos hospitais.

As ruas no chamado “Território Hospitalar” não podem ficar fechadas impedindo o ir e vir das pessoas por várias horas e muito menos liberar blocos de carnaval. Esta é uma das grandes reclamações dos moradores do Centro.

Outro ponto que também não está sendo levado em consideração é que o som em alto volume pode atrapalhar a concentração do cirurgião durante um procedimento hospitalar de risco, gerando óbito.

A Prefeitura ao aprovar qualquer evento que propague som alto no “Território Hospitalar” e principalmente na 23 de Maio onde está instalada o Hospital Beneficência Portuguesa (Reconhecido pela eficiência em transplantes de coração), sem que se apresente laudos dos impactos sonoros, de vizinhança  e do trânsito, poderá configurar a responsabilidade civil e criminal pelos seus atos, em caso de distração do cirurgião  resultando em óbito.

Tanto esses laudos quanto a Responsabilidade Civil e Criminal de todos os envolvidos, seja a Prefeitura ou os responsáveis pelos Blocos, foram questionados em Reunião no Ministério Público Estadual ocorrido no dia 22/01/2017 (segunda-feira) – Processo nº 14.0279.0000453/2017-1.

Para participar do Grupo criado no Facebook clique  AQUI

Imóveis postados em 10/Out/2017 no Portal Entre Imóveis

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